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terça-feira, 17 de julho de 2012

Cuidado com os falsos seguros!!

DATA: 10/07/2012



Falsas seguradoras dão golpe de R$ 3 bilhões em Minas

Fonte: Estado de Minas | Marinella Castro e Pedro Rocha Franco

Associações irregulares já movimentam 15% do valor arrecadado pela proteção de veículos do mercado formal. Susep, Polícia Federal e Ministério Público investigam 20 empresas.

As associações e cooperativas que nasceram em Minas Gerais para comercializar a chamada proteção automotiva, uma espécie de seguro veicular para carros e caminhões, estão se alastrando pelo país. Partindo de Minas, as organizações criaram braços e proliferaram em estados do Sul e Sudeste, faturando alto no espaço que antes era reservado ao mercado oficial. Cálculos do setor de seguros dão conta de que no ano passado o mercado paralelo movimentou R$ 3 bilhões, que deveriam ser direcionados às empresas formais. Os falsos seguros deixaram de ser negócio pequeno para movimentar volume que já corresponde a cerca de 15% dos prêmios arrecadados em 2011 no segmento de automóveis.

No país está em curso uma briga bilionária envolvendo órgãos oficiais e as associações de proteção veicular, sob pressão do mercado oficial. Estimativas do setor de seguros já apontam para 500 mil veículos ligados ao segmento que aumenta sua operação no país, sem aval do órgão regulador. Na prática, um grupo de pessoas forma uma associação e a partir daí começa a capturar associados. O produto é chamado de falso porque é vendido sem permissão da agência reguladora. O comércio não tem regulação ou intervenção do Estado, como no mercado formal. Em um ambiente sem reservas técnicas, também não há como garantir que as organizações conseguirão pagar suas indenizações. Como a cobrança ocorre na forma de rateio, ou seja, o prejuízo é dissolvido por todos os associados, é difícil prever quanto o seguro custará ao término de um ano. Algumas associações estão formando filas para o rateio: em caso de acidente o segurado é obrigado a esperar meses para ter o veículo consertado.

A Superintendência de Seguros Privados (Susep), Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF) operam em uma força-tarefa por meio da qual investigam a ação de cerca de 20 associações, além de ações civis públicas e criminais que tramitam na Justiça. Do outro lado, para fazer frente à fiscalização e defender o território ocupado, as associações brigam na Justiça, mudam de endereço e multiplicam CNPJs. Luciano Santanna, superintendente da Susep, aponta que associações da Grande BH foram identificadas mantendo filiais na região dos lagos e em alguns bairros da capital do Rio de Janeiro.

Neival Freitas, diretor-executivo da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), diz que o setor entrou na briga, denunciando a prática, dando suporte a ações civis públicas e criminais. “O valor que se estima de desvios chega perto de 15% dos prêmios do mercado de seguros”, reforça. A reportagem procurou o MPF. O órgão preferiu não se pronunciar, informando que as investigações estão em curso.

Há dois anos, o transportador João Luiz Amorim tombou sua van na BR-040. Como de praxe, ele registrou o boletim de ocorrência e acionou o falso seguro. Depois disso, encaminhou o veículo para a oficina, mas a Associação do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (Ascobom) não aceitou os parâmetros do orçamento e foi sugerido que João procurasse outra mecânica. O reparo seria pago em duas prestações. Entre as divergências, o entendimento do transportador era que o acidente havia resultado em perda total, enquanto a credenciada considerava ser possível recuperar a van. As condições não foram aceitas e João Luiz se viu obrigado a entrar na Justiça. Para piorar, ele teve que arcar com o conserto de R$ 3 mil do caminhão envolvido no acidente.

Depois de pagar regularmente o “seguro”, o administrador de empresas Bruno Catta Preta Pereira teve o carro roubado em fevereiro. A empresa pediu 30 dias para encontrá-lo, caso contrário pagaria imediatamente. Mas, em abril, ele ficou sabendo que só receberá em setembro. “Disseram que tenho que entrar na fila do rateio. E não tenho outra saída. Se entro na Justiça, pode ser que demore mais.”, afirmou. Nas associações, além do rateio (valores dividido pelo grupo) que faz o associado perder o controle dos valores do seguro, não há garantias de que a empresa terá solvência para quitar as indenizações devidas, uma vez que não existe fiscalização ou reserva técnica. O Estado de Minas entrou em contato com a Ascobom, mas até o fechamento da edição não teve retorno.

Passo a passo: veja como funciona o esquema

Um grupo de pessoas decide se unir formando a chamada ação entre amigos. Com o formato de uma associação ou cooperativa, vendem proteção automotiva sem autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Ao assinar o contrato, o cliente passa a ser um associado, uma espécie de dono da empresa. Não é um consumidor. Os prejuízos dos acidentes são rateados entre os associados. O cliente não tem controle de quanto pagará de seguro ao término de um ano, devido à política de rateios.

Como não existe a reserva técnica ou fiscalização para garantir a solvência, o usuário não tem garantia de que a associação terá como arcar com as indenizações. Em caso de problemas, o órgão acionado deve ser o Judiciário. Os Procons não atuam no setor.

Multas inibem ação

Somente na primeira quinzena de maio cerca de 300 reclamações de consumidores envolvendo o mercado da chamada proteção automotiva foram registradas na Susep. Cálculos da superintendência apontam que perto de 200 associações agem no país, sendo 90% delas no mercado automotivo. A maioria expressiva, mais de 150, teria sede em Minas Gerais. No país, a Justiça já mandou fechar 16 falsas cooperativas – sendo 15 em Minas. As ações foram transitadas em julgado.

Em Minas a investigação no mercado da proteção automotiva foi iniciada pelo Ministério Público Estadual (MPE), mas o inquérito agora está sob responsabilidade do MPF. Em sua operação, o MPE chegou a mover ação civil coletiva contra a Ascobom pela venda sem controle da chamada proteção automotiva. No então entendimento do MP, a operação não é regulamentada – e, por isso, é ilegal.

Uma das estratégias da força-tarefa, organizada pelas instituições federais, está na aplicação de multas que correspondem ao valor de arrecadação das associações. No mês passado, a Susep aplicou penalidade no valor de R$ 241,1 mil à Associação de Proteção de Veículos do Brasil (Astruck), de Contagem, na RMBH. Segundo informações do órgão regulador o valor da penalidade varia de acordo com a arrecadação da empresa.

Procurado pela reportagem, o advogado da empresa, Renner Fonseca, diz que a associação está recorrendo da multa tanto judicialmente quanto administrativamente. “A Susep não tem competência para fiscalizar uma associação sem fins lucrativos. A associação não é uma seguradora”, afirmou o advogado. “Somos como uma cooperativa de crédito” compara. Segundo ele, o mercado surgiu especialmente para proteger caminhões e a frota usada.

Paralelo e caro

Quando se trata de veículos leves, o preço das associações nem sempre é mais competitivo que o mercado formal. Quem liga para uma associação de Contagem, na Grande BH, com página na internet, escuta a seguinte proposta: “Para fazer o seguro de um Gol modelo 2009, quatro portas, 1.0, é preciso um desembolso de R$ 136 ao mês, outros R$ 120 de taxa de adesão e mais cerca de R$ 200 para instalação de sensor obrigatório.” A franquia não pode ser inferior a dois salários mínimos e em caso do chamado sinistro, ou acidente, é preciso ficar fiel à associação durante um ano, pelo menos. No mercado regular o preço para serviço semelhante é de R$ 240 ao mês.


Grande Abraço!
Equipe Aano Seguros

Como é que se chega no preço do seguro auto?

DATA: 12/07/2012



Endereço deixa seguro de carro até 45% mais caro

Fonte: Diário de São Paulo | Rodrigo Ferreira

Idade do motorista, modelo do veículo e até o estado civil do segurado têm impacto no valor cobrado.

As fabricantes de veículos já comemoram o aumento nas vendas de automóveis depois da redução do IPI. Segundo a Anfavea, nunca se comercializou tantos veículos em junho como agora. Foram 353,2 mil unidades, um crescimento de 22,9% na comparação com maio. Com carro novo na garagem é hora de partir para o seguro. É nessa hora que o consumidor pode ter uma desagradável surpresa.

Um levantamento feito pelo DIÁRIO junto às seguradoras constatou que apenas a diferença de endereço pode gerar um valor até 45,62% maior na conta final. O carro escolhido também
impacta. A diferença nesse caso ficou em 37,74%.

Para as simulações foi usado um mesmo perfil de cliente, com os dois carros mais vendidos do mercado (VW Gol e Fiat Uno) e em três endereços distintos da capital.

De acordo com o resultado, o morador da Avenida Higienópolis, no Centro da capital, que escolher comprar um Volkswagen Gol em um plano completo pela SulAmérica vai ter de desembolsar R$ 2.685. Se esse mesmo cliente morasse na Avenida Marechal Tito, no Itaim Paulista, na Zona Leste, ele gastaria R$ 3.910 para a mesma cobertura e veículo. Uma diferença de R$ 1.225.

Segundo Jaime Soares, gerente de Auto da Porto Seguro, a região que o veículo costuma circular é um dos aspectos que mais influenciam no valor da apólice. “O veículo e o endereço são os dois pontos que mais impactam no valor final do seguro”, afirma.

Não são apenas esses dois aspectos que encarecem o valor do seguro. Antes mesmo de fechar a aquisição do carro zero-quilômetro, o interessado deve pesquisar o valor do seguro.

Dependendo do modelo, o negócio pode não compensar. “A cotação leva em conta o histórico de cada modelo na região contratada. Em um endereço ele pode ficar mais caro do que outro modelo e em outra região da cidade ficar mais barato”, diz Jaime Soares.

Nas simulações feitas pelo DIÁRIO, por exemplo, o seguro do Fiat Uno na Bradesco Auto ficou mais caro para o endereço de Higienópolis do que na Vila Mariana. O mesmo não aconteceu no caso do VW Gol.

Barato sai caro/ O primeiro passo para quem pretende adquirir um seguro é procurar um corretor habilitado. “Esse profissional é preparado para encontrar a melhor combinação de coberturas para o interessado”, conta Fernando Cheade, superintendente executivo do Bradesco Auto.

Um dos problemas comuns é o consumidor acabar optando pela apólice com o menor preço. “É muito comum o cliente querer a apólice mais barata, que vem com a menor cobertura. Sem carro reserva, por exemplo. Ela pode, porém, não ser a mais adequada se ele depender do carro para trabalhar”, diz Eduardo Dal Ri, diretor de automóveis da SulAmérica.

Já o superintendente executivo do Bradesco Auto, Fernando Cheade, afirma que qualquer alteração do carro ou do perfil do segurado dentro da vigência da apólice deve ser comunicada à seguradora. “Toda alteração feita no carro, por menor que ela seja, deve ser comunicada para a seguradora, até para que o segurado não tenha problema em um eventual sinistro.”


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Equipe Aano Seguros

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Seguro Garantia de Entrega de Obra

DATA: 02/07/2012



Novo seguro para indústria da Construção

Fonte: Monitor Mercantil

Ainda inédito no mercado brasileiro, foi lançado nesta quarta (27) um seguro totalmente voltado para o setor de construção civil garantindo, inclusive, o prazo de entrega do empreendimento.

O lançamento do Seguro Garantia de Entrega de Obra foi feito pelo presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, durante reunião da entidade no Palácio das Artes, em Belo Horizonte (MG).

O produto foi desenvolvido, durante quatro anos, em parceria com a seguradora Scor e a resseguradora MAF, ambas da França, que se juntaram para criar a Essor Seguros, joint venture brasileira. Segundo Simão, o seguro "dá a garantia ao consumidor de que vai receber a unidade que comprou pelo preço e nas especificações assinados no contrato inicial".

O presidente da CBIC avaliou que o novo instrumento dará segurança e tranquilidade também ao mercado. "Porque reduz os riscos da obra, tem benefício nas taxas de financiamento, facilita as vendas, o que diminui o custo de lançamento e de comercialização, além de ser uma garantia enorme para o mutuário", ressaltou. O dirigente admitiu que o seguro poderá ser aplicado também para os imóveis do Programa Minha Casa, Minha Vida, "com algumas modificações, porque o programa é coletivo e abrange a construção de muitas unidades".

Para Rossana Costa, coordenadora de seguros da CBIC, o Seguro Garantia de Entrega de Obra embute o acompanhamento constante da execução do empreendimento, com equipes especializadas em avaliações de obras, custos, cronogramas e tudo que implique no bom andamento da construção. Ressaltou que a cobertura abrange, inclusive, a possibilidade de intervenção em caso de necessidades provocadas por fatores adversos como catástrofes climáticas ou questões financeiras.

A câmara está pensando em adequar o produto nacional ao que já ocorre em outros países, onde o consumidor tem garantia de segurança após a entrega das obras por um período de 10 anos em relação à qualidade do imóvel adquirido. "Isso ainda não incorporamos ao processo, mas já estamos estudando para, proximamente, fazer a adequação desse benefício. É um produto de vanguarda, que existe no mundo inteiro, inédito no Brasil", acrescentou.


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Equipe Aano Seguros

Importancia do Seguro para as Pessoas


Pesquisa revela grau elevado de importância do seguro para as pessoas

Fonte: Revista Apólice

Pesquisa realizada pela CNseg mostra que a grande maioria das pessoas considera a compra de seguros um ato importante ou muito importante.

Em um universo de 447 pessoas ouvidas- das quais 50% são homens e 48%, mulheres – 62% dizem que ter um seguro é algo muito importante, ao passo que 23% classificação a proteção oferecida pelas seguradoras como importante. Uma minoria, 2,2% dos entrevistados, não vê importância alguma na aquisição do seguro.

Apesar disso, não ocorre a compra para todos os riscos entre os entrevistas. Dos 447 participantes da pesquisa, 48% declararam não ter seguro de vida. Entre os segurados de vida, o banco é o principal motor de venda das apólices (31,8%), aparecendo em seguida os corretores, com 16,1%.

No caso de saúde, apenas 18% dos entrevistados- 82 pessoas- não possuem planos. E dos que estão cobertos, 70% contrataram as coberturas por meio de corretores, e os bancos figuram no segundo lugar, com 21% das vendas realizadas.

Na apólice de automóvel, dos 447 entrevistados, a grande maioria contrata seguro. E o canal corretor é o mais atuante, com 66% das contratações, fora outros 25% a cargo de bancos.

A demanda por seguro residencial continua aquém do potencial, mostra a pesquisa. Dos entrevistados, 61% não contratam o seguro para seu imóvel. E do universo de segurado neste ramo, corretores e bancos empatam na captação de negócios, com exatos 43% para os dois lados.

Também a previdência não faz parte da realidade da maioria dos 447 entrevistados, já que 55% não contratam planos. Dos que possuem, 64% contrataram por meio de bancos, e outros 26%, por intermédio de corretores.

A taxa de penetração da capitalização também é baixa no universo de entrevistados. Dos 447 entrevistados, 62% não compram título de capitalização. Entre os detentores de títulos, 74% contrataram o produto por meio de bancos e outros 14%, via corretor.

A pesquisa quis saber se os entrevistados acham o uso de novas tecnologias um facilitador no acesso ou contratação de seguros e serviços. A grande maioria- 56,2%- está de acordo que as tecnologias móveis “facilitaram totalmente” o acesso e contratação. Outros 22,6% declararam que as tecnologias “facilitaram muito”, ao passo que 11,9% acham que elas “facilitaram razoavelmente”. Mesmo assim, o consumidor ainda prefere a compra via corretor (45,6%).

A pesquisa da CNseg foi feita com os participantes do XI Congresso Brasileiro de Direito do Consumidor, evento ocorrido em maio, em Natal, no Rio Grande do Norte. O principal propósito da pesquisa foi avaliar as formas de contratação de seguros, o uso e as eventuais barreiras de novas tecnologias móveis para a contratação de seguros.

Para acessar a pesquisa na íntegra vá ao link:

http://www.viverseguro.org.br/main.asp?View=%7B90E5038F%2D1300%2D4A8F%2DADA2%2D17C097597881%7D&Team=&params=itemID=%7B90D6E980%2D3197%2D42B7%2DB502%2DD14E09DFA9DB%7D%3B&UIPartUID=%7BF47C6767%2D8728%2D4FBC%2D8A91%2DD4A6DA269D21%7D

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Equipe Aano Seguros