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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Financiamento a juros zero??


Desconfie das ofertas de financiamento com taxa de juro zero

Folha.com - SP - EM CIMA DA HORA - 06/08/2012

É público e notório que o consumidor brasileiro paga taxas de juros extremamente elevadas nas operações de crédito , muito superiores às praticadas em outros países. De repente, nos deparamos com uma oferta "imperdível" para comprar uma TV em dez vezes sem juros! Ou então, mais surpreendente ainda, comprar um carro e pagar em 24 meses com juro zero!!

Aqui entre nós, fica difícil acreditar que o mesmo mercado que castiga o consumidor com a cobrança de juros tão elevados possa oferecer uma condição tão generosa, não é mesmo? Qual é o mistério que se esconde atrás dessa oferta? Como conferir se a oferta é verdadeira ou esconde condições que alteram o resultado final da transação?

PREÇO À VISTA X PRAZO

Para comprovar se uma transação é feita, de fato, com juro zero, verifique se o valor da mercadoria comprada à vista é o mesmo valor da mercadoria comprada com o financiamento "generoso". Mas não basta perguntar para o lojista. Pesquise muito antes de comprar.

José foi até uma concessionária, demonstrou interesse em adquirir um carro novo, perguntou as condições comerciais e quais as formas de pagamento disponíveis. O vendedor fez a oferta generosa que José estava esperando. Entrada de 50% e 12 parcelas iguais, sem juros, de R$ 2.000. Fazendo as contas, o preço do carro financiado será de R$ 48 mil. As 12 prestações totalizam R$ 24 mil e a entrada, de igual valor, será de R$ 24 mil. José pergunta ao vendedor qual seria o preço do carro se ele puder pagar tudo à vista. A princípio, o vendedor fez uma tentativa de desencorajar a compra à vista porque deixaria de ganhar a comissão que a financeira paga sempre que consegue uma operação de crédito. Quando percebeu que era a opção preferida por José e que havia um concorrente na jogada, conversou com o gerente da loja e apresentou a condição de R$ 46 mil para pagamento à vista. Aí está a revelação dos "juros" escondidos na transação: o desconto de R$ 2.000, equivalente a 4,15% do valor a prazo, neste exemplo, deixa claro que existe um preço diferente para pagamento à vista e outro para pagamento a prazo. Se for verdadeira a oferta de financiamento com juro zero, José deveria comprar o carro com entrada de R$ 23 mil e 12 parcelas de R$ 1.916,66 cada uma. Oferta feita e recusada pela concessionária.

OUTROS CUSTOS

Fernanda quer comprar o mesmo carro de José, mas não tem recursos para pagamento à vista. Dará 50% de entrada (R$ 24 mil) e pagará 12 parcelas de R$ 2.000 cada uma. Abre mão, portanto, do desconto de R$ 2.000. A concessionária não apresentou, com clareza e transparência, como outros custos alteram o custo final dessa transação. Mais tarde, ao ler as letrinhas pequenas no rodapé do contrato, Fernanda percebeu que o custo do financiamento não seria zero como imaginava. Taxa de Abertura de Crédito (TAC): essa é a primeira taxa que Fernanda pagou para que o agente financiador avalie sua capacidade financeira de assumir essa dívida. Desembolsou R$ 800. Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): imposto de 3%, aplicável sobre algumas modalidades de financiamento, onera o valor da prestação. No caso de Fernanda, o IOF foi de R$ 720. Custo Efetivo Total (CET): corresponde a todos os encargos e despesas incidentes nas operações de crédito e de arrendamento mercantil. Se excluirmos a TAC e o IOF, veremos que Fernanda financiou o valor líquido de R$ 22.480 (24.000 - 800 - 720). Dessa forma, o CET da operação de Fernanda foi de 1,02% ao mês, ou 12,97% ao ano.

DEZ VEZES SEM JUROS

É cada vez mais frequente a abordagem do comércio varejista que anuncia, com grande estardalhaço, pagamento "em dez vezes sem juros no cartão". Quando questionado sobre a condição para pagamento à vista, o vendedor responde que o preço é igual e que nenhum desconto pode ser concedido. É evidente que, também nesse caso, existe uma diferença relevante entre receber o dinheiro todo de uma vez ou em dez meses. Alguém está financiando o lojista, cuja vocação é vender mercadorias e não financiar o consumidor, tarefa que ele deixa para bancos e financeiras, por exemplo. Nesse caso, quem financia a compra parcelada do comprador final é a administradora do cartão de crédito , que aplica um desconto sobre o valor da venda e entrega para o lojista, à vista, o dinheiro que ele precisa para capital de giro. Muitas vezes, conseguimos um bom desconto para pagamento à vista, desde que a forma de pagamento seja cheque ou dinheiro. O comerciante deixa de pagar 10%, por exemplo, para a administradora do cartão e concorda em conceder desconto de 5% a 10% para o cliente. Principalmente quando se trata de cliente conhecido da loja, afastando a possibilidade de o cheque dado em pagamento da transação ser roubado, devolvido por falta de fundos ou qualquer outro motivo que impeça o recebimento. Moral da história: nada é de graça --não existe financiamento sem juros. Planeje muito bem antes de comprar. Se você tem 50% ou mais para dar de entrada, poupe um pouco mais e compre à vista.

Grande abraço!
Equipe Aano Seguros

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

os 10 carros com o maior índice de roubo em junho de 2012

DATA: 23/07/2012


Os 10 carros com maior índice de roubo em junho

Fonte: Exame

A pedido da EXAME.com, a CNSeg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização) elencou os 10 carros com maior índice de roubos e furtos no Brasil no mês de junho. No topo da lista ficou o Fiat Punto, com 94 carros roubados no mês.

O resultado desta lista não se refere ao número de roubos em termos absolutos, mas sim aos modelos que tiveram maior índice de roubo em relação ao tamanho da sua frota. Assim, é possível observar quais são os carros preferidos dos ladrões, sem que os modelos com maiores frotas fiquem sempre à frente.

Em termos relativos, não são os carros populares - com mais exemplares em circulação - que figuram entre os mais roubados, mas sim modelos menos vendidos, mas que costumam enfrentar maior dificuldade para reposição de peças. “O alto custo da peça é o primeiro fator para o carro ser roubado. O segundo é a disponibilidade dessa peça. Como uma peça original costuma ser cara nas concessionárias e pode demorar a chegar, alguns motoristas buscam a peça no mercado paralelo, o que contribui para um aumento de roubos”, explica Ilson Barcelos Jr., sócio do Economizenoseguro.com, site do grupo Brasil Insurance.

No total, foram roubados 19.987 carros no mês de junho, o que significa uma incidência de quatro roubos ou furtos a cada 10.000 carros circulantes.

1º lugar: Fiat Punto
Quantidade de roubados/furtados: 94
Frota: 95.970
Frequência de roubos/furtos: 0,098%

O líder do ranking, Fiat Punto, foi lançado em 2007 no Brasil e é o 27º carro mais vendido em 2012 segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). O carro se enquadra na categoria hatch compacto premium e tem como concorrentes diretos o Citroën C3 e Volkswagen Polo.

O Fiat Punto carrega como itens de série computador de bordo, faróis de neblina, Fiat Code, sistema Follow Me Home, párabrisa degradê, vidros escurecidos nas laterais e vidros elétricos (na dianteira) e alerta de manutenção. O fato de ser bem aparelhado pode ser um atrativo para os ladrões. "Os carros que têm algum nível de acessório maior tendem a ser mais roubados até por conta de ter procura maior no mercado paralelo por essas peças", explica o sócio da Economizenoseguro.com.

2º lugar: Peugeot 307
Quantidade de Roubados/Furtados: 83
Frota: 88.832
Frequência de roubos/furtos: 0,093%

À venda no Brasil desde 2002, o hatch médio da Peugeot não está na lista dos 50 carros mais vendidos da Fenabrave. Seus principais concorrentes são o Ford Focus, Citroën C4, Hyundai i30, Volkswagen Golf, Chevrolet Vectra GT e Nissan Tiida.

Segundo Ilson Barcelos, a alta incidência de roubos do carro pode estar ligada a dois fatores principais: a dificuldade de reposição das peças da marca Peugeot e o fato de o veículo se manter com as mesmas características por vários anos e as mesmas peças servirem em diversos modelos. "A Peugeot tem uma tremenda dificuldade de reposição das peças e o pessoal recorre ao mercado paralelo. E como as peças servem para mais de um modelo, a procura é maior. A mente criminosa procura os carros com peças mais fáceis de desovar", diz.

3º lugar: Fiat Stilo
Quantidade de Roubados/Furtados: 85
Frota: 90.992
Frequência de roubos/furtos: 0,093%

Lançado no mercado brasileiro em 2002, o Fiat Stilo parou de ser produzido em 2010. O hatch médio tinha como principais concorrentes os carros Ford Focus, Citroën C4, Hyundai i30, Volkswagen Golf, Chevrolet Vectra GT, Peugeot 307 e Nissan Tiida.

Para Ilson Barcelos, o alto índice de roubo pode ser associado ao fato de o carro ter encerrado sua produção. “O Stilo é um carro de alto padrão, mas não tem tanto valor de mercado hoje porque saiu de linha. As peças, então, ficam cada vez mais caras em relação ao valor do carro e mais difíceis de serem encontradas. Com isso, os motoristas buscam preços mais acessíveis no mercado paralelo, pressionando os roubos”, avalia.

4º lugar: Spacefox
Quantidade de Roubados/Furtados: 72
Frota: 82.089
Frequência de roubos/furtos: 0,088%

Lançado em 2007 no Brasil, o Volkswagen SpaceFox é o 44º carro mais vendido em 2012, segundo a Fenabrave. O modelo sportvan, parente do Volkswagen Fox e do CrossFox (com painéis e espaço interno semelhantes, mas mais completo), compete principalmente com as peruas e minivans, como o Fiat Palio Weekend, Honda Fit, Fiat Idea e Chevrolet Meriva.

Como muitas das peças podem ser usadas em vários modelos da linha Fox, a demanda aumenta, pressionando a busca destas peças em desmanches. "Tirando as traseiras, que são diferentes, os modelos da linha praticamente não diferem um do outro. Cerca de 80% das peças servem para mais de um modelo", explica o sócio do site Economize no Seguro. Ele acrescenta que os carros da linha Fox são mais completos e possuem um grande volume de itens de série, o que também deixa o carro mais visado.

5º lugar: Fiat Fiorino
Quantidade de Roubados/Furtados: 83
Frota: 338.706
Frequência de roubos/furtos: 0,084%

Lançado em 1980, o Fiat Fiorino já passou por diversas remodelações e é líder no segmentos de veículos comerciais. Este ano foi o vencedor de uma das mais importantes premiações de veículos comerciais, o Prêmio Lótus, ficando em primeiro lugar na categoria “Furgão Leve do Ano”.
No ranking de 2011 da CNSeg, o Fiorino ficou em 2ºlugar, com um índice de 1,061%, quase 11 ocorrências a cada 1.000 veículos.

Ilson Barreto explica que como o modelo é mais usado por empresas, são carros que costumam ficar mais tempo circulando, portanto ficam mais desgastados e mais expostos a riscos. "O Fiorino é muito usado comercialmente. Ele tem um alto nível de desgaste e a tendência é que ele precise de mais manutenção e de reposição de peças. E como ele fica muito tempo na rua, fica mais exposto", comenta.

6º lugar: Fiat Idea
Quantidade de Roubados/Furtados: 119
Frota: 142.684
Frequência de roubos/furtos: 0,083%

O Fiat Idea, lançado no Brasil em 2005, foi o sexto carro mais roubado do mês de junho. Na categoria minivan compacta, o Idea tem entre os principais concorrentes o Chevrolet Meriva, Nissan Livina e o Honda Fit. Em 2010, o Idea foi totalmente repaginado, ganhou novos faróis, capô, para-choques, lanternas, porta traseira e está na 36ª posição entre os carros mais vendidos em 2012, segundo a Fenabrave.

O modelo ocupou o terceiro lugar no ranking da CNSeg de 2011, com 1.335 unidades roubadas ou furtadas em um universo de 141.283 carros, o que gerou um índice de 0,945%. Foram cerca de 9 veículos roubados a cada 1.000. "É um veículo que tem peças muito caras em relação ao valor de mercado", explica Ilson Barcelos.

7º lugar: Chevrolet Zafira
Quantidade de Roubados/Furtados: 119
Frota: 109.668
Frequência de roubos/furtos: 0,076%

A Chevrolet Zafira ficou em sétimo lugar entre os carros mais roubados em junho e não está na lista dos 50 mais vendidos em 2012 da Fenabrave. Lançada em 2001, a minivan de sete lugares rivaliza com o Renault Scénic e o Citroën Picasso.

Por ser um carro bastante resistente, muitos motoristas permanecem com a Zafira por bastante tempo. E, se por um lado o carro não exige manutenção com tanta frequência, por outro os anos de uso o levam à depreciação, deixando as peças proporcionalmente mais caras. Isso leva alguns motoristas a recorrerem ao mercado informal.

Ilson Barcelos também explica que com a redução do IPI para veículos, os carros novos sofreram reduções nos preços, provocando também uma desvalorização nos preços dos usados. Isso resultou em um aumento das fraudes por parte dos motoristas, que forjam roubos. "O consumidor tem a sensação de que perdeu dinheiro com o carro e o abandona para receber o valor do seguro por roubo", diz Barcelos, ressaltando que o aumento das fraudes vale não apenas para a Zafira, como para outros modelos.

8º lugar: Fiat Doblô
Quantidade de Roubados/Furtados: 67
Frota: 95.538
Frequência roubos/furtos: 0,070%

Desde 2001 no mercado, o Fiat Doblô, compete diretamente com o Renault Kangoo e o Citroën Berlingo.

Barcelos acredita que tanto o Doblô quanto os outros carros da Fiat estão entre os mais roubados pelo fato de as peças da montadora apresentarem custo mais elevado. "O custo de reposição das peças da Fiat é alto, então o consumidor busca o mercado negro", afirma.
A multivan não está na lista dos 50 mais vendidos da Fenabrave.

9º lugar: Citroën C3
Quantidade de Roubados/Furtados: 153
Frota: 220.876
Frequência de roubos/furtos: 0,069%

O Citroën C3 foi o 31º carro mais vendido em 2012, segundo a Fenabrave. O carro tem como itens de série direção elétrica, ar condicionado e computador de bordo e é bem equipado, o que pode ser um fator de atração para os ladrões.

Mas, segundo Ilson Barcelos, a dificuldade em se obter peças da Citroën é o principal fator de influência no alto índice de roubo. "A própria concessionária tem dificuldade em repor as peças, e o cliente tem que entrar em fila de espera quando não tem seguro. A demora conjugada com a dificuldade de obtenção nas peças acabam levando o motorista a buscar desmanches ou peças não originais", explica.

10º lugar: Renault Sandero
Quantidade de Roubados/Furtados: 161
Frota: 235.446
Frequência de roubos/furtos: 0,068%

O mais popular da lista, o Renault Sandero é o 9º carro mais vendido em 2012, segundo a Fenabrave. Na mesma linha dos populares Volkswagen Gol, Fiat Palio e Chevrolet Corsa, o Sandero pode se diferenciar de seus similares no quesito roubo por conta da diversidade de versões. "O Sandero tem muitas versões e uma mesma peça vale tanto para o Stepway quanto para a versão mais básica, então a busca por peças no mercado é alta e os demanches buscam justamente os carros com a maior demanda", explica o sócio do site Economize no Seguro.

Além disso, Ilson Barcelos afirma que o Renault Sandero tem sido um carro bastante adotado por empresas, aumentando o risco de roubos. "Muitas empresas adotaram o Sandero como frota, e quando o carro é utilizado por empresas, o uso é mais frequente, aumentando tanto a necessidade de manutenção e reposição de peças, quanto a exposição a roubos por ficar na rua", pondera.

Grande Abraço!
Equipe Aano Seguros

terça-feira, 17 de julho de 2012

Cuidado com os falsos seguros!!

DATA: 10/07/2012



Falsas seguradoras dão golpe de R$ 3 bilhões em Minas

Fonte: Estado de Minas | Marinella Castro e Pedro Rocha Franco

Associações irregulares já movimentam 15% do valor arrecadado pela proteção de veículos do mercado formal. Susep, Polícia Federal e Ministério Público investigam 20 empresas.

As associações e cooperativas que nasceram em Minas Gerais para comercializar a chamada proteção automotiva, uma espécie de seguro veicular para carros e caminhões, estão se alastrando pelo país. Partindo de Minas, as organizações criaram braços e proliferaram em estados do Sul e Sudeste, faturando alto no espaço que antes era reservado ao mercado oficial. Cálculos do setor de seguros dão conta de que no ano passado o mercado paralelo movimentou R$ 3 bilhões, que deveriam ser direcionados às empresas formais. Os falsos seguros deixaram de ser negócio pequeno para movimentar volume que já corresponde a cerca de 15% dos prêmios arrecadados em 2011 no segmento de automóveis.

No país está em curso uma briga bilionária envolvendo órgãos oficiais e as associações de proteção veicular, sob pressão do mercado oficial. Estimativas do setor de seguros já apontam para 500 mil veículos ligados ao segmento que aumenta sua operação no país, sem aval do órgão regulador. Na prática, um grupo de pessoas forma uma associação e a partir daí começa a capturar associados. O produto é chamado de falso porque é vendido sem permissão da agência reguladora. O comércio não tem regulação ou intervenção do Estado, como no mercado formal. Em um ambiente sem reservas técnicas, também não há como garantir que as organizações conseguirão pagar suas indenizações. Como a cobrança ocorre na forma de rateio, ou seja, o prejuízo é dissolvido por todos os associados, é difícil prever quanto o seguro custará ao término de um ano. Algumas associações estão formando filas para o rateio: em caso de acidente o segurado é obrigado a esperar meses para ter o veículo consertado.

A Superintendência de Seguros Privados (Susep), Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF) operam em uma força-tarefa por meio da qual investigam a ação de cerca de 20 associações, além de ações civis públicas e criminais que tramitam na Justiça. Do outro lado, para fazer frente à fiscalização e defender o território ocupado, as associações brigam na Justiça, mudam de endereço e multiplicam CNPJs. Luciano Santanna, superintendente da Susep, aponta que associações da Grande BH foram identificadas mantendo filiais na região dos lagos e em alguns bairros da capital do Rio de Janeiro.

Neival Freitas, diretor-executivo da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), diz que o setor entrou na briga, denunciando a prática, dando suporte a ações civis públicas e criminais. “O valor que se estima de desvios chega perto de 15% dos prêmios do mercado de seguros”, reforça. A reportagem procurou o MPF. O órgão preferiu não se pronunciar, informando que as investigações estão em curso.

Há dois anos, o transportador João Luiz Amorim tombou sua van na BR-040. Como de praxe, ele registrou o boletim de ocorrência e acionou o falso seguro. Depois disso, encaminhou o veículo para a oficina, mas a Associação do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (Ascobom) não aceitou os parâmetros do orçamento e foi sugerido que João procurasse outra mecânica. O reparo seria pago em duas prestações. Entre as divergências, o entendimento do transportador era que o acidente havia resultado em perda total, enquanto a credenciada considerava ser possível recuperar a van. As condições não foram aceitas e João Luiz se viu obrigado a entrar na Justiça. Para piorar, ele teve que arcar com o conserto de R$ 3 mil do caminhão envolvido no acidente.

Depois de pagar regularmente o “seguro”, o administrador de empresas Bruno Catta Preta Pereira teve o carro roubado em fevereiro. A empresa pediu 30 dias para encontrá-lo, caso contrário pagaria imediatamente. Mas, em abril, ele ficou sabendo que só receberá em setembro. “Disseram que tenho que entrar na fila do rateio. E não tenho outra saída. Se entro na Justiça, pode ser que demore mais.”, afirmou. Nas associações, além do rateio (valores dividido pelo grupo) que faz o associado perder o controle dos valores do seguro, não há garantias de que a empresa terá solvência para quitar as indenizações devidas, uma vez que não existe fiscalização ou reserva técnica. O Estado de Minas entrou em contato com a Ascobom, mas até o fechamento da edição não teve retorno.

Passo a passo: veja como funciona o esquema

Um grupo de pessoas decide se unir formando a chamada ação entre amigos. Com o formato de uma associação ou cooperativa, vendem proteção automotiva sem autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Ao assinar o contrato, o cliente passa a ser um associado, uma espécie de dono da empresa. Não é um consumidor. Os prejuízos dos acidentes são rateados entre os associados. O cliente não tem controle de quanto pagará de seguro ao término de um ano, devido à política de rateios.

Como não existe a reserva técnica ou fiscalização para garantir a solvência, o usuário não tem garantia de que a associação terá como arcar com as indenizações. Em caso de problemas, o órgão acionado deve ser o Judiciário. Os Procons não atuam no setor.

Multas inibem ação

Somente na primeira quinzena de maio cerca de 300 reclamações de consumidores envolvendo o mercado da chamada proteção automotiva foram registradas na Susep. Cálculos da superintendência apontam que perto de 200 associações agem no país, sendo 90% delas no mercado automotivo. A maioria expressiva, mais de 150, teria sede em Minas Gerais. No país, a Justiça já mandou fechar 16 falsas cooperativas – sendo 15 em Minas. As ações foram transitadas em julgado.

Em Minas a investigação no mercado da proteção automotiva foi iniciada pelo Ministério Público Estadual (MPE), mas o inquérito agora está sob responsabilidade do MPF. Em sua operação, o MPE chegou a mover ação civil coletiva contra a Ascobom pela venda sem controle da chamada proteção automotiva. No então entendimento do MP, a operação não é regulamentada – e, por isso, é ilegal.

Uma das estratégias da força-tarefa, organizada pelas instituições federais, está na aplicação de multas que correspondem ao valor de arrecadação das associações. No mês passado, a Susep aplicou penalidade no valor de R$ 241,1 mil à Associação de Proteção de Veículos do Brasil (Astruck), de Contagem, na RMBH. Segundo informações do órgão regulador o valor da penalidade varia de acordo com a arrecadação da empresa.

Procurado pela reportagem, o advogado da empresa, Renner Fonseca, diz que a associação está recorrendo da multa tanto judicialmente quanto administrativamente. “A Susep não tem competência para fiscalizar uma associação sem fins lucrativos. A associação não é uma seguradora”, afirmou o advogado. “Somos como uma cooperativa de crédito” compara. Segundo ele, o mercado surgiu especialmente para proteger caminhões e a frota usada.

Paralelo e caro

Quando se trata de veículos leves, o preço das associações nem sempre é mais competitivo que o mercado formal. Quem liga para uma associação de Contagem, na Grande BH, com página na internet, escuta a seguinte proposta: “Para fazer o seguro de um Gol modelo 2009, quatro portas, 1.0, é preciso um desembolso de R$ 136 ao mês, outros R$ 120 de taxa de adesão e mais cerca de R$ 200 para instalação de sensor obrigatório.” A franquia não pode ser inferior a dois salários mínimos e em caso do chamado sinistro, ou acidente, é preciso ficar fiel à associação durante um ano, pelo menos. No mercado regular o preço para serviço semelhante é de R$ 240 ao mês.


Grande Abraço!
Equipe Aano Seguros

Como é que se chega no preço do seguro auto?

DATA: 12/07/2012



Endereço deixa seguro de carro até 45% mais caro

Fonte: Diário de São Paulo | Rodrigo Ferreira

Idade do motorista, modelo do veículo e até o estado civil do segurado têm impacto no valor cobrado.

As fabricantes de veículos já comemoram o aumento nas vendas de automóveis depois da redução do IPI. Segundo a Anfavea, nunca se comercializou tantos veículos em junho como agora. Foram 353,2 mil unidades, um crescimento de 22,9% na comparação com maio. Com carro novo na garagem é hora de partir para o seguro. É nessa hora que o consumidor pode ter uma desagradável surpresa.

Um levantamento feito pelo DIÁRIO junto às seguradoras constatou que apenas a diferença de endereço pode gerar um valor até 45,62% maior na conta final. O carro escolhido também
impacta. A diferença nesse caso ficou em 37,74%.

Para as simulações foi usado um mesmo perfil de cliente, com os dois carros mais vendidos do mercado (VW Gol e Fiat Uno) e em três endereços distintos da capital.

De acordo com o resultado, o morador da Avenida Higienópolis, no Centro da capital, que escolher comprar um Volkswagen Gol em um plano completo pela SulAmérica vai ter de desembolsar R$ 2.685. Se esse mesmo cliente morasse na Avenida Marechal Tito, no Itaim Paulista, na Zona Leste, ele gastaria R$ 3.910 para a mesma cobertura e veículo. Uma diferença de R$ 1.225.

Segundo Jaime Soares, gerente de Auto da Porto Seguro, a região que o veículo costuma circular é um dos aspectos que mais influenciam no valor da apólice. “O veículo e o endereço são os dois pontos que mais impactam no valor final do seguro”, afirma.

Não são apenas esses dois aspectos que encarecem o valor do seguro. Antes mesmo de fechar a aquisição do carro zero-quilômetro, o interessado deve pesquisar o valor do seguro.

Dependendo do modelo, o negócio pode não compensar. “A cotação leva em conta o histórico de cada modelo na região contratada. Em um endereço ele pode ficar mais caro do que outro modelo e em outra região da cidade ficar mais barato”, diz Jaime Soares.

Nas simulações feitas pelo DIÁRIO, por exemplo, o seguro do Fiat Uno na Bradesco Auto ficou mais caro para o endereço de Higienópolis do que na Vila Mariana. O mesmo não aconteceu no caso do VW Gol.

Barato sai caro/ O primeiro passo para quem pretende adquirir um seguro é procurar um corretor habilitado. “Esse profissional é preparado para encontrar a melhor combinação de coberturas para o interessado”, conta Fernando Cheade, superintendente executivo do Bradesco Auto.

Um dos problemas comuns é o consumidor acabar optando pela apólice com o menor preço. “É muito comum o cliente querer a apólice mais barata, que vem com a menor cobertura. Sem carro reserva, por exemplo. Ela pode, porém, não ser a mais adequada se ele depender do carro para trabalhar”, diz Eduardo Dal Ri, diretor de automóveis da SulAmérica.

Já o superintendente executivo do Bradesco Auto, Fernando Cheade, afirma que qualquer alteração do carro ou do perfil do segurado dentro da vigência da apólice deve ser comunicada à seguradora. “Toda alteração feita no carro, por menor que ela seja, deve ser comunicada para a seguradora, até para que o segurado não tenha problema em um eventual sinistro.”


Grande Abraço!
Equipe Aano Seguros

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Seguro Garantia de Entrega de Obra

DATA: 02/07/2012



Novo seguro para indústria da Construção

Fonte: Monitor Mercantil

Ainda inédito no mercado brasileiro, foi lançado nesta quarta (27) um seguro totalmente voltado para o setor de construção civil garantindo, inclusive, o prazo de entrega do empreendimento.

O lançamento do Seguro Garantia de Entrega de Obra foi feito pelo presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, durante reunião da entidade no Palácio das Artes, em Belo Horizonte (MG).

O produto foi desenvolvido, durante quatro anos, em parceria com a seguradora Scor e a resseguradora MAF, ambas da França, que se juntaram para criar a Essor Seguros, joint venture brasileira. Segundo Simão, o seguro "dá a garantia ao consumidor de que vai receber a unidade que comprou pelo preço e nas especificações assinados no contrato inicial".

O presidente da CBIC avaliou que o novo instrumento dará segurança e tranquilidade também ao mercado. "Porque reduz os riscos da obra, tem benefício nas taxas de financiamento, facilita as vendas, o que diminui o custo de lançamento e de comercialização, além de ser uma garantia enorme para o mutuário", ressaltou. O dirigente admitiu que o seguro poderá ser aplicado também para os imóveis do Programa Minha Casa, Minha Vida, "com algumas modificações, porque o programa é coletivo e abrange a construção de muitas unidades".

Para Rossana Costa, coordenadora de seguros da CBIC, o Seguro Garantia de Entrega de Obra embute o acompanhamento constante da execução do empreendimento, com equipes especializadas em avaliações de obras, custos, cronogramas e tudo que implique no bom andamento da construção. Ressaltou que a cobertura abrange, inclusive, a possibilidade de intervenção em caso de necessidades provocadas por fatores adversos como catástrofes climáticas ou questões financeiras.

A câmara está pensando em adequar o produto nacional ao que já ocorre em outros países, onde o consumidor tem garantia de segurança após a entrega das obras por um período de 10 anos em relação à qualidade do imóvel adquirido. "Isso ainda não incorporamos ao processo, mas já estamos estudando para, proximamente, fazer a adequação desse benefício. É um produto de vanguarda, que existe no mundo inteiro, inédito no Brasil", acrescentou.


Grande Abraço!
Equipe Aano Seguros

Importancia do Seguro para as Pessoas


Pesquisa revela grau elevado de importância do seguro para as pessoas

Fonte: Revista Apólice

Pesquisa realizada pela CNseg mostra que a grande maioria das pessoas considera a compra de seguros um ato importante ou muito importante.

Em um universo de 447 pessoas ouvidas- das quais 50% são homens e 48%, mulheres – 62% dizem que ter um seguro é algo muito importante, ao passo que 23% classificação a proteção oferecida pelas seguradoras como importante. Uma minoria, 2,2% dos entrevistados, não vê importância alguma na aquisição do seguro.

Apesar disso, não ocorre a compra para todos os riscos entre os entrevistas. Dos 447 participantes da pesquisa, 48% declararam não ter seguro de vida. Entre os segurados de vida, o banco é o principal motor de venda das apólices (31,8%), aparecendo em seguida os corretores, com 16,1%.

No caso de saúde, apenas 18% dos entrevistados- 82 pessoas- não possuem planos. E dos que estão cobertos, 70% contrataram as coberturas por meio de corretores, e os bancos figuram no segundo lugar, com 21% das vendas realizadas.

Na apólice de automóvel, dos 447 entrevistados, a grande maioria contrata seguro. E o canal corretor é o mais atuante, com 66% das contratações, fora outros 25% a cargo de bancos.

A demanda por seguro residencial continua aquém do potencial, mostra a pesquisa. Dos entrevistados, 61% não contratam o seguro para seu imóvel. E do universo de segurado neste ramo, corretores e bancos empatam na captação de negócios, com exatos 43% para os dois lados.

Também a previdência não faz parte da realidade da maioria dos 447 entrevistados, já que 55% não contratam planos. Dos que possuem, 64% contrataram por meio de bancos, e outros 26%, por intermédio de corretores.

A taxa de penetração da capitalização também é baixa no universo de entrevistados. Dos 447 entrevistados, 62% não compram título de capitalização. Entre os detentores de títulos, 74% contrataram o produto por meio de bancos e outros 14%, via corretor.

A pesquisa quis saber se os entrevistados acham o uso de novas tecnologias um facilitador no acesso ou contratação de seguros e serviços. A grande maioria- 56,2%- está de acordo que as tecnologias móveis “facilitaram totalmente” o acesso e contratação. Outros 22,6% declararam que as tecnologias “facilitaram muito”, ao passo que 11,9% acham que elas “facilitaram razoavelmente”. Mesmo assim, o consumidor ainda prefere a compra via corretor (45,6%).

A pesquisa da CNseg foi feita com os participantes do XI Congresso Brasileiro de Direito do Consumidor, evento ocorrido em maio, em Natal, no Rio Grande do Norte. O principal propósito da pesquisa foi avaliar as formas de contratação de seguros, o uso e as eventuais barreiras de novas tecnologias móveis para a contratação de seguros.

Para acessar a pesquisa na íntegra vá ao link:

http://www.viverseguro.org.br/main.asp?View=%7B90E5038F%2D1300%2D4A8F%2DADA2%2D17C097597881%7D&Team=&params=itemID=%7B90D6E980%2D3197%2D42B7%2DB502%2DD14E09DFA9DB%7D%3B&UIPartUID=%7BF47C6767%2D8728%2D4FBC%2D8A91%2DD4A6DA269D21%7D

Grande Abraço!
Equipe Aano Seguros

sexta-feira, 23 de março de 2012

Bônus no seguro auto


As seguradoras oferecem bônus na hora da renovação do seguro de Auto, quando o segurado não apresenta sinistros durante a vigência anterior. Porém, às vezes, mesmo com o desconto, o valor do prêmio acaba ficando mais caro. A situação gera opiniões distintas dentro do mercado de seguros. Nesses casos, o bônus seria ou não um benefício?
Segundo o economista Francisco Galiza, a bonificação dá um abatimento, mas não é ela sozinha quem determina o valor do seguro. "Paga-se mais por outros motivos: sinistros, taxas. Então, sem os descontos, o valor da renovação da apólice seria ainda mais alto".
Sobre a aplicação, o especialista acredita que o desconto é importante. "É tradicional. Em termos econômicos, a seguradora precisa reservar um ganho para aquele segurado que não apresenta sinistro, até para orientá-lo a ser mais precavido. O único modo que ela pode premiar esse segurado sem sinistros é sinalizando através da bonificação".
Galiza ainda garante que o desconto na hora da renovação é um benefício para o segurado e a seguradora. "Em termos econômicos, é positivo para os dois lados. A seguradora só oferece a vantagem se ganhar ao pagar menos, sem os sinistros. Caso contrário, o segurado pagaria ainda mais caro pela nova apólice".


Fonte: www.cqcs.com.br 22/03/12


Grande Abraço!
Equipe Aano Seguros