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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Fraudes em seguros


A CNSeg divulgou recentemente importante pesquisa sobre fraudes no mercado de seguros do Brasil. Tal pesquisa mostrou, em síntese, que os sinistros com suspeita de fraude representaram, em 2010, 9,1% do valor total de sinistros no universo pesquisado, sendo 8% abaixo do percentual médio observado em 2004-2008. Já as fraudes detectadas e as comprovadas foram, respectivamente, de 1,8% e 1,4% do valor dos sinistros em 2010, sendo 2% acima e 2% abaixo dos percentuais médios correspondentes em 2004-2008.

Além disso, a entidade apurou também significativa queda do índice geral de propensão à fraude contra seguros no Brasil, que caiu de 41% em 2004 para 24% em 2010. De acordo com o levantamento, o percentual dos que não fraudariam o seguro de forma alguma subiu de 55% para 73% e o percentual dos que consideravam fácil fraudar o seguro caiu de 37% para 25% no período pesquisado.

Ótimas notícias! A fraude aumenta a taxa de sinistralidade das seguradoras levando a duas consequências: o acréscimo de prêmios como forma de reequilibrar os novos contratos de seguros e/ou o aumento de custos, pela necessidade de reforço dos mecanismos de regulação de sinistros. O preço do seguro subindo, a quantidade de seguros demandada pelos consumidores é reduzida comparativamente à situação anterior (sem fraude ou com fraude menor) e o lucro agregado das seguradoras, idem. A fraude, em suma, prejudica o desenvolvimento do mercado.

A tendência à fraude sofre o efeito de fatores de curto, médio e longo prazos. Entre os fatores de longo prazo, são importantes os fatores históricos e culturais do país em questão, a qualidade do seu sistema jurídico (a confiança dos cidadãos no sistema legal como instrumento eficiente e justo para mediar conflitos e respeitar contratos) e a estrutura demográfica do país. Entre os fatores de médio prazo, estão os sistemas de controle dos órgãos reguladores e das seguradoras bem como o nível educacional da nação. Finalmente, entre os fatores de curto prazo, estão os econômicos e financeiros que, como se sabe, podem sofrer oscilações agudas no espaço até de um ano.

Temos, atualmente, fatores positivos econômicos e sociais de sobra para justificar a queda na propensão a fraudar do brasileiro, aferida pela pesquisa encomendada pela CNSeg ao Ibope. No campo econômico, desde 2004, a taxa de crescimento do PIB real mudou de patamar, de modo que a média de 2004-2010 foi de 4,4% contra 1,9% do período 1997-2003. A taxa de desemprego caiu de 12% da PEA em 2002 para 7% em 2011. A distribuição da renda tem notoriamente melhorado desde o fim da hiperinflação em 1994. Mais importante: esses desenvolvimentos positivos tendem a permanecer no futuro próximo. No campo social, embora operando em longo prazo, a evolução demográfica do país é favorável à redução dos percentuais de fraude. Espera-se que a idade mediana do Brasil aumente para 35 anos em 2030 ante os atuais 28 anos.

Há, entretanto, um fator de alerta na área financeira e este se trata do crescente endividamento das famílias. Desde 2000, o saldo dos empréstimos bancários estendidos as pessoas físicas aumentou 6 vezes, já descontada a inflação, atingindo atualmente cerca de R$ 600 bilhões. Pesquisa recente do IPEA, referente a julho de 2011, aferiu que, das famílias brasileiras com contas em atraso, apenas 16% afirmaram que terão condições de quitá-las totalmente, 48% poderão quitá-las parcialmente e 35% não terão condições de pagá-las. Como visto acima, o alto endividamento é um fator relevante na explicação econômica da fraude.

Em suma, a significativa redução da propensão a fraude em seguros, apurada pela CNSeg, encontra-se dentro do esperado, dados os fatores econômicos e sociais mencionados acima. Porém, um dado chama a atenção: o baixo percentual de fraudes detectadas e comprovadas no Brasil relativamente aos sinistros retidos. De fato, pesquisa da ABI apurou no período 2004-2008 percentuais médios de 3% e 3,1% para essas variáveis na Inglaterra, respectivamente, portanto, 75% e 120% acima dos percentuais do Brasil em idêntico período. É possível que, nessa modalidade de crime, a Inglaterra supere o Brasil, mas haveria que investigar as hipóteses alternativas, a saber, de que a detecção de fraudes por parte das seguradoras nacionais seja menos eficiente que as inglesas. Ou que o sistema legal nativo é de tal modo incompreensivo que somente são formalmente detectadas as fraudes mais grosseiras e cuja negativa de indenização seja mais difícil de reverter na Justiça.



Fonte: www.tudosobreseguros.com.br 23/09/11

 Grande abraço!
Equipe Aano Seguros

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Como pedir um aumento?


Este é um momento delicado para todos, tanto para o funcionário quanto para a empresa. Para o funcionário, é necessário analisar se o momento é realmente o ideal. A economia brasileira está em alta? As prospecções de crescimento para a empresa também vão de vento em popa? Seus resultados estão acima do esperado e tem recebido elogios não só da sua equipe, mas de pessoas de outros departamentos? Então, pode ser que essa seja a hora! 

Mas e daí, como fazer? O que dizer? Quando? Bom, isso faz parte da próxima etapa: escolher o momento certo, pois pedir uma revisão salarial significa que está fazendo uma crítica à gestão da chefia, e isso pode não ser bem recebido. Por isso é bom se preparar! 

1) Seja autocrítico. Tenha certeza que é merecedor deste aumento. Só peça se você realmente atuou além do esperado, pois o salário é consequência de um trabalho muito bem realizado. Se possível leve números para exemplificar o seu pedido, do tipo: “com meu trabalho em determinado projeto, a empresa obteve um aumento de tantos % acima do planejado, o que culminou para um crescimento de tantos % no último semestre”

2) Apesar da empresa e do país estarem em um ótimo momento econômico, tenha sempre em mente o seu grau de poder na negociação e mantenha o equilíbrio. Tenha senso de hierarquia e não peça um aumento muito além da sua posição. Pesquise, esteja preparado para negociar. Documente suas realizações e defina, com precisão, seus objetivos. Mas sempre é bom ter um plano B, não focando apenas o aumento salarial. Se mostre interessado em crescimento através de uma MBA, um treinamento ou uma visita a matriz. Crie uma lista de desejos.

3) A escolha do dia D é importante, pois o bom humor do chefe conta muito. Ao entrar na sala para a reunião, tome uma postura de condutor da conversa. Estrutura a expectativa da chefia a fim de criar um espaço para negociação. Inicie a conversa explicando quais as suas expectativas em relação a empresa e como isso se insere no contexto do mercado. Depois faça uma avaliação do seu desempenho, o que tem aprendido e como pretende crescer. Por fim, mostre a proposta de forma objetiva. Caso ela não for aceita, não perca a postura, não use argumentos pessoais (a empresa não é instituição de caridade). Aproveite para colocar o seu plano B em prática. Mostre a sua lista de desejos e negocie novamente.

4) Mesmo assim seu pedido foi negado? Não perca as esperanças, marque uma nova reunião para esta análise. Se neste interim outras pessoas estão sendo bem sucedidas em promoções ou aumentos enquanto seu chefe se nega a considerar o seu, talvez esse seja o momento de pensar em buscar uma nova oportunidade no mercado. E se esta realmente for a sua decisão, novamente, avalie os prós e contras e vá conversar! 

Boa sorte e bons negócios!

Grande abraço!
Equipe Aano Seguros

Fonte: www.exame.com  22/09/11