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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Financiamento a juros zero??


Desconfie das ofertas de financiamento com taxa de juro zero

Folha.com - SP - EM CIMA DA HORA - 06/08/2012

É público e notório que o consumidor brasileiro paga taxas de juros extremamente elevadas nas operações de crédito , muito superiores às praticadas em outros países. De repente, nos deparamos com uma oferta "imperdível" para comprar uma TV em dez vezes sem juros! Ou então, mais surpreendente ainda, comprar um carro e pagar em 24 meses com juro zero!!

Aqui entre nós, fica difícil acreditar que o mesmo mercado que castiga o consumidor com a cobrança de juros tão elevados possa oferecer uma condição tão generosa, não é mesmo? Qual é o mistério que se esconde atrás dessa oferta? Como conferir se a oferta é verdadeira ou esconde condições que alteram o resultado final da transação?

PREÇO À VISTA X PRAZO

Para comprovar se uma transação é feita, de fato, com juro zero, verifique se o valor da mercadoria comprada à vista é o mesmo valor da mercadoria comprada com o financiamento "generoso". Mas não basta perguntar para o lojista. Pesquise muito antes de comprar.

José foi até uma concessionária, demonstrou interesse em adquirir um carro novo, perguntou as condições comerciais e quais as formas de pagamento disponíveis. O vendedor fez a oferta generosa que José estava esperando. Entrada de 50% e 12 parcelas iguais, sem juros, de R$ 2.000. Fazendo as contas, o preço do carro financiado será de R$ 48 mil. As 12 prestações totalizam R$ 24 mil e a entrada, de igual valor, será de R$ 24 mil. José pergunta ao vendedor qual seria o preço do carro se ele puder pagar tudo à vista. A princípio, o vendedor fez uma tentativa de desencorajar a compra à vista porque deixaria de ganhar a comissão que a financeira paga sempre que consegue uma operação de crédito. Quando percebeu que era a opção preferida por José e que havia um concorrente na jogada, conversou com o gerente da loja e apresentou a condição de R$ 46 mil para pagamento à vista. Aí está a revelação dos "juros" escondidos na transação: o desconto de R$ 2.000, equivalente a 4,15% do valor a prazo, neste exemplo, deixa claro que existe um preço diferente para pagamento à vista e outro para pagamento a prazo. Se for verdadeira a oferta de financiamento com juro zero, José deveria comprar o carro com entrada de R$ 23 mil e 12 parcelas de R$ 1.916,66 cada uma. Oferta feita e recusada pela concessionária.

OUTROS CUSTOS

Fernanda quer comprar o mesmo carro de José, mas não tem recursos para pagamento à vista. Dará 50% de entrada (R$ 24 mil) e pagará 12 parcelas de R$ 2.000 cada uma. Abre mão, portanto, do desconto de R$ 2.000. A concessionária não apresentou, com clareza e transparência, como outros custos alteram o custo final dessa transação. Mais tarde, ao ler as letrinhas pequenas no rodapé do contrato, Fernanda percebeu que o custo do financiamento não seria zero como imaginava. Taxa de Abertura de Crédito (TAC): essa é a primeira taxa que Fernanda pagou para que o agente financiador avalie sua capacidade financeira de assumir essa dívida. Desembolsou R$ 800. Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): imposto de 3%, aplicável sobre algumas modalidades de financiamento, onera o valor da prestação. No caso de Fernanda, o IOF foi de R$ 720. Custo Efetivo Total (CET): corresponde a todos os encargos e despesas incidentes nas operações de crédito e de arrendamento mercantil. Se excluirmos a TAC e o IOF, veremos que Fernanda financiou o valor líquido de R$ 22.480 (24.000 - 800 - 720). Dessa forma, o CET da operação de Fernanda foi de 1,02% ao mês, ou 12,97% ao ano.

DEZ VEZES SEM JUROS

É cada vez mais frequente a abordagem do comércio varejista que anuncia, com grande estardalhaço, pagamento "em dez vezes sem juros no cartão". Quando questionado sobre a condição para pagamento à vista, o vendedor responde que o preço é igual e que nenhum desconto pode ser concedido. É evidente que, também nesse caso, existe uma diferença relevante entre receber o dinheiro todo de uma vez ou em dez meses. Alguém está financiando o lojista, cuja vocação é vender mercadorias e não financiar o consumidor, tarefa que ele deixa para bancos e financeiras, por exemplo. Nesse caso, quem financia a compra parcelada do comprador final é a administradora do cartão de crédito , que aplica um desconto sobre o valor da venda e entrega para o lojista, à vista, o dinheiro que ele precisa para capital de giro. Muitas vezes, conseguimos um bom desconto para pagamento à vista, desde que a forma de pagamento seja cheque ou dinheiro. O comerciante deixa de pagar 10%, por exemplo, para a administradora do cartão e concorda em conceder desconto de 5% a 10% para o cliente. Principalmente quando se trata de cliente conhecido da loja, afastando a possibilidade de o cheque dado em pagamento da transação ser roubado, devolvido por falta de fundos ou qualquer outro motivo que impeça o recebimento. Moral da história: nada é de graça --não existe financiamento sem juros. Planeje muito bem antes de comprar. Se você tem 50% ou mais para dar de entrada, poupe um pouco mais e compre à vista.

Grande abraço!
Equipe Aano Seguros

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

os 10 carros com o maior índice de roubo em junho de 2012

DATA: 23/07/2012


Os 10 carros com maior índice de roubo em junho

Fonte: Exame

A pedido da EXAME.com, a CNSeg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização) elencou os 10 carros com maior índice de roubos e furtos no Brasil no mês de junho. No topo da lista ficou o Fiat Punto, com 94 carros roubados no mês.

O resultado desta lista não se refere ao número de roubos em termos absolutos, mas sim aos modelos que tiveram maior índice de roubo em relação ao tamanho da sua frota. Assim, é possível observar quais são os carros preferidos dos ladrões, sem que os modelos com maiores frotas fiquem sempre à frente.

Em termos relativos, não são os carros populares - com mais exemplares em circulação - que figuram entre os mais roubados, mas sim modelos menos vendidos, mas que costumam enfrentar maior dificuldade para reposição de peças. “O alto custo da peça é o primeiro fator para o carro ser roubado. O segundo é a disponibilidade dessa peça. Como uma peça original costuma ser cara nas concessionárias e pode demorar a chegar, alguns motoristas buscam a peça no mercado paralelo, o que contribui para um aumento de roubos”, explica Ilson Barcelos Jr., sócio do Economizenoseguro.com, site do grupo Brasil Insurance.

No total, foram roubados 19.987 carros no mês de junho, o que significa uma incidência de quatro roubos ou furtos a cada 10.000 carros circulantes.

1º lugar: Fiat Punto
Quantidade de roubados/furtados: 94
Frota: 95.970
Frequência de roubos/furtos: 0,098%

O líder do ranking, Fiat Punto, foi lançado em 2007 no Brasil e é o 27º carro mais vendido em 2012 segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). O carro se enquadra na categoria hatch compacto premium e tem como concorrentes diretos o Citroën C3 e Volkswagen Polo.

O Fiat Punto carrega como itens de série computador de bordo, faróis de neblina, Fiat Code, sistema Follow Me Home, párabrisa degradê, vidros escurecidos nas laterais e vidros elétricos (na dianteira) e alerta de manutenção. O fato de ser bem aparelhado pode ser um atrativo para os ladrões. "Os carros que têm algum nível de acessório maior tendem a ser mais roubados até por conta de ter procura maior no mercado paralelo por essas peças", explica o sócio da Economizenoseguro.com.

2º lugar: Peugeot 307
Quantidade de Roubados/Furtados: 83
Frota: 88.832
Frequência de roubos/furtos: 0,093%

À venda no Brasil desde 2002, o hatch médio da Peugeot não está na lista dos 50 carros mais vendidos da Fenabrave. Seus principais concorrentes são o Ford Focus, Citroën C4, Hyundai i30, Volkswagen Golf, Chevrolet Vectra GT e Nissan Tiida.

Segundo Ilson Barcelos, a alta incidência de roubos do carro pode estar ligada a dois fatores principais: a dificuldade de reposição das peças da marca Peugeot e o fato de o veículo se manter com as mesmas características por vários anos e as mesmas peças servirem em diversos modelos. "A Peugeot tem uma tremenda dificuldade de reposição das peças e o pessoal recorre ao mercado paralelo. E como as peças servem para mais de um modelo, a procura é maior. A mente criminosa procura os carros com peças mais fáceis de desovar", diz.

3º lugar: Fiat Stilo
Quantidade de Roubados/Furtados: 85
Frota: 90.992
Frequência de roubos/furtos: 0,093%

Lançado no mercado brasileiro em 2002, o Fiat Stilo parou de ser produzido em 2010. O hatch médio tinha como principais concorrentes os carros Ford Focus, Citroën C4, Hyundai i30, Volkswagen Golf, Chevrolet Vectra GT, Peugeot 307 e Nissan Tiida.

Para Ilson Barcelos, o alto índice de roubo pode ser associado ao fato de o carro ter encerrado sua produção. “O Stilo é um carro de alto padrão, mas não tem tanto valor de mercado hoje porque saiu de linha. As peças, então, ficam cada vez mais caras em relação ao valor do carro e mais difíceis de serem encontradas. Com isso, os motoristas buscam preços mais acessíveis no mercado paralelo, pressionando os roubos”, avalia.

4º lugar: Spacefox
Quantidade de Roubados/Furtados: 72
Frota: 82.089
Frequência de roubos/furtos: 0,088%

Lançado em 2007 no Brasil, o Volkswagen SpaceFox é o 44º carro mais vendido em 2012, segundo a Fenabrave. O modelo sportvan, parente do Volkswagen Fox e do CrossFox (com painéis e espaço interno semelhantes, mas mais completo), compete principalmente com as peruas e minivans, como o Fiat Palio Weekend, Honda Fit, Fiat Idea e Chevrolet Meriva.

Como muitas das peças podem ser usadas em vários modelos da linha Fox, a demanda aumenta, pressionando a busca destas peças em desmanches. "Tirando as traseiras, que são diferentes, os modelos da linha praticamente não diferem um do outro. Cerca de 80% das peças servem para mais de um modelo", explica o sócio do site Economize no Seguro. Ele acrescenta que os carros da linha Fox são mais completos e possuem um grande volume de itens de série, o que também deixa o carro mais visado.

5º lugar: Fiat Fiorino
Quantidade de Roubados/Furtados: 83
Frota: 338.706
Frequência de roubos/furtos: 0,084%

Lançado em 1980, o Fiat Fiorino já passou por diversas remodelações e é líder no segmentos de veículos comerciais. Este ano foi o vencedor de uma das mais importantes premiações de veículos comerciais, o Prêmio Lótus, ficando em primeiro lugar na categoria “Furgão Leve do Ano”.
No ranking de 2011 da CNSeg, o Fiorino ficou em 2ºlugar, com um índice de 1,061%, quase 11 ocorrências a cada 1.000 veículos.

Ilson Barreto explica que como o modelo é mais usado por empresas, são carros que costumam ficar mais tempo circulando, portanto ficam mais desgastados e mais expostos a riscos. "O Fiorino é muito usado comercialmente. Ele tem um alto nível de desgaste e a tendência é que ele precise de mais manutenção e de reposição de peças. E como ele fica muito tempo na rua, fica mais exposto", comenta.

6º lugar: Fiat Idea
Quantidade de Roubados/Furtados: 119
Frota: 142.684
Frequência de roubos/furtos: 0,083%

O Fiat Idea, lançado no Brasil em 2005, foi o sexto carro mais roubado do mês de junho. Na categoria minivan compacta, o Idea tem entre os principais concorrentes o Chevrolet Meriva, Nissan Livina e o Honda Fit. Em 2010, o Idea foi totalmente repaginado, ganhou novos faróis, capô, para-choques, lanternas, porta traseira e está na 36ª posição entre os carros mais vendidos em 2012, segundo a Fenabrave.

O modelo ocupou o terceiro lugar no ranking da CNSeg de 2011, com 1.335 unidades roubadas ou furtadas em um universo de 141.283 carros, o que gerou um índice de 0,945%. Foram cerca de 9 veículos roubados a cada 1.000. "É um veículo que tem peças muito caras em relação ao valor de mercado", explica Ilson Barcelos.

7º lugar: Chevrolet Zafira
Quantidade de Roubados/Furtados: 119
Frota: 109.668
Frequência de roubos/furtos: 0,076%

A Chevrolet Zafira ficou em sétimo lugar entre os carros mais roubados em junho e não está na lista dos 50 mais vendidos em 2012 da Fenabrave. Lançada em 2001, a minivan de sete lugares rivaliza com o Renault Scénic e o Citroën Picasso.

Por ser um carro bastante resistente, muitos motoristas permanecem com a Zafira por bastante tempo. E, se por um lado o carro não exige manutenção com tanta frequência, por outro os anos de uso o levam à depreciação, deixando as peças proporcionalmente mais caras. Isso leva alguns motoristas a recorrerem ao mercado informal.

Ilson Barcelos também explica que com a redução do IPI para veículos, os carros novos sofreram reduções nos preços, provocando também uma desvalorização nos preços dos usados. Isso resultou em um aumento das fraudes por parte dos motoristas, que forjam roubos. "O consumidor tem a sensação de que perdeu dinheiro com o carro e o abandona para receber o valor do seguro por roubo", diz Barcelos, ressaltando que o aumento das fraudes vale não apenas para a Zafira, como para outros modelos.

8º lugar: Fiat Doblô
Quantidade de Roubados/Furtados: 67
Frota: 95.538
Frequência roubos/furtos: 0,070%

Desde 2001 no mercado, o Fiat Doblô, compete diretamente com o Renault Kangoo e o Citroën Berlingo.

Barcelos acredita que tanto o Doblô quanto os outros carros da Fiat estão entre os mais roubados pelo fato de as peças da montadora apresentarem custo mais elevado. "O custo de reposição das peças da Fiat é alto, então o consumidor busca o mercado negro", afirma.
A multivan não está na lista dos 50 mais vendidos da Fenabrave.

9º lugar: Citroën C3
Quantidade de Roubados/Furtados: 153
Frota: 220.876
Frequência de roubos/furtos: 0,069%

O Citroën C3 foi o 31º carro mais vendido em 2012, segundo a Fenabrave. O carro tem como itens de série direção elétrica, ar condicionado e computador de bordo e é bem equipado, o que pode ser um fator de atração para os ladrões.

Mas, segundo Ilson Barcelos, a dificuldade em se obter peças da Citroën é o principal fator de influência no alto índice de roubo. "A própria concessionária tem dificuldade em repor as peças, e o cliente tem que entrar em fila de espera quando não tem seguro. A demora conjugada com a dificuldade de obtenção nas peças acabam levando o motorista a buscar desmanches ou peças não originais", explica.

10º lugar: Renault Sandero
Quantidade de Roubados/Furtados: 161
Frota: 235.446
Frequência de roubos/furtos: 0,068%

O mais popular da lista, o Renault Sandero é o 9º carro mais vendido em 2012, segundo a Fenabrave. Na mesma linha dos populares Volkswagen Gol, Fiat Palio e Chevrolet Corsa, o Sandero pode se diferenciar de seus similares no quesito roubo por conta da diversidade de versões. "O Sandero tem muitas versões e uma mesma peça vale tanto para o Stepway quanto para a versão mais básica, então a busca por peças no mercado é alta e os demanches buscam justamente os carros com a maior demanda", explica o sócio do site Economize no Seguro.

Além disso, Ilson Barcelos afirma que o Renault Sandero tem sido um carro bastante adotado por empresas, aumentando o risco de roubos. "Muitas empresas adotaram o Sandero como frota, e quando o carro é utilizado por empresas, o uso é mais frequente, aumentando tanto a necessidade de manutenção e reposição de peças, quanto a exposição a roubos por ficar na rua", pondera.

Grande Abraço!
Equipe Aano Seguros